Hitler e o aborto
É verdade que Hitler baniu o aborto e incrementou a maternidade, mas só para os Arianos de puro-sangue. Por outro lado, promoveu a legalização do aborto introduzindo-a, pela primeira vez, em vários países da Europa.
Em meados de Julho de 1942, Karl Brandt, médico pessoal de Hitler, e Martin Bormann, secretário pessoal de Hitler, viajaram pela Ucrânia com a finalidade de estudarem a sua demografia. Hitler assumiu as conclusões desse estudo: “ A fertilidade dos eslavos não é desejável. Podem usar contraceptivos ou praticar o aborto – quanto mais melhor. Tendo em vista a grandeza das famílias só nos pode servir que as raparigas e as mulheres façam o maior número de abortos possíveis.” [1]
A política de controlo populacional incluía um parágrafo que parafraseava Hitler: “ Quando as raparigas e as mulheres dos territórios ocupados do Leste provocam o aborto, só podemos estar a seu favor; para todos os efeitos não nos devemos opor a isso ” [2]
[1] A. Hitler, citado in 1. William Shirer, The Rise and Fall of the Third Reich, London, Pan Books, 1964, p. 1,118. Documento fonte: Nuremberga # 1130-PS, ‘Nazi Conspiracy and Agression,’ Volume VIII, p. 53. 2. Hillel and Henry, Of Pure Blood, p. 148, citando ‘Tigesprache im Fuhrerhauptquartier’.
[2] Leon Poliakov, Harvest of Hate, Syracuse, New York, 1954, pp. 272-274. Também Kamenetsky, pp. 197-199.
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