Riscos maternos durante a quimioterapia

Para além dos efeitos secundários gerais da quimioterapia, a literatura científica menciona poucos riscos acrescidos da quimioterapia associados ao estado de gravidez. As referências são ocasionais e enumeram-se brevemente em seguida[414].

Sorosky e col. sugerem que as mulheres grávidas expostas a quimioterapia com bleomicina não devem receber oxigenoterapia durante o trabalho de parto por poder agravar os efeitos tóxicos pulmonares[415].

A neutropenia secundária à quimioterapia e a imunossupressão geral que acompanha o estado de gravidez podem aumentar os riscos de infecção. Em princípio, não existem contra-indicações para o uso, quando necessário, de factores de crescimento de granulocitos (GCSF: “granulocyte colony-stimulating factor”).

A anemia dilucional e a deficiência de ferro durante a gravidez, combinadas com a citopenia induzida pela quimioterapia, podem aumentar o risco de anemia; a eritropoietina também tem sido utilizada com segurança[416].

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[414] Cfr. E. Cardonick, A. Iacobucci, Use of chemotherapy during human pregnancy, o.c., p. 288.

[415] Cfr. J. I. Sorosky, A. K. Sood, T. E. Buekers, The use of chemotherapeutic agents during pregnancy, o.c., pp. 591-599.

[416] Cfr. E. Cardonick, A. Iacobucci, Use of chemotherapy during human pregnancy, o.c., p. 288.

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