O aborto na Tradição e no Magistério da Igreja Católica

A Tradição e o Magistério da Igreja mantêm, desde o início do cristianismo, uma posição clara e consistente contra o aborto em geral.

Por outro lado, o debate ético sobre as patologias da gravidez e as situações de gravidez de risco médico não é novo e, a esse propósito, fizeram-se algumas distinções subtis que é essencial entender; de outra maneira poderia erradamente parecer que a condenação geral do aborto admite algumas excepções de situação.

Neste sentido, pode ser útil fazer um percurso histórico sintético dos principais argumentos de reflexão moral sobre estes casos dramáticos de gravidez associada a risco de vida para a mãe ou de eventual conflito vital entre mãe e filho, no contexto da ética do aborto. Para este estudo foram particularmente importantes os trabalhos de Sardi, Grisez, Noonan, Connery e Faggioni que devem ser consultados para ulterior aprofundamento[77].

Em qualquer período da sua história a teologia cristã ocupou-se do problema do aborto, condenando-o repetidamente, embora dum modo mais insistente nas últimas décadas, desde que a sua proibição começou a ser particularmente contestada.

 

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[77] G. Grisez, El aborto: mitos, realidades y argumentos, Sígueme, Salamanca 1972; P. Sardi, L’aborto ieri e oggi, Paideia, Brescia 1975; J. T. Noonan Jr. (ed.), The Morality of Abortion. Legal and Historical Perspectives, Harvard University Press, Cambridge, Massachusetts and London 1977; J. Connery, Abortion: The Development of the Roman Catholic Perspective, Loyola University Press, Chicago 1977; M. P. Faggioni, Preeclampsia e corioamnionite, «Medicina e Morale» 3 (2008), pp. 483-524.

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