Momento do parto

A quimioterapia deve ser programada de forma a evitar que o parto ocorra durante o nadir materno e, em geral, deve ocorrer aproximadamente 2 a 3 semanas depois do último ciclo de quimioterapia. Por este motivo, depois da 35ª semana não deve ser administrada quimioterapia, para prevenir que possa ocorrer um parto espontâneo antes da recuperação da medula óssea[417].

Por outro lado, o intervalo de 3 semanas desde a última quimioterapia possibilita a excreção fetal das drogas por via placentar, evitando a persistência mais prolongada das drogas no recém-nascido, especialmente quando são prematuros em que a metabolização das drogas é geralmente mais lenta, devido à imaturidade hepática e renal[418].

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[417] Cfr. ibid., p. 289.

[418] Cfr. M. Muslim, J. Goldberg, A. Hageboutros, Chemio e radioterapia in gravidanza, o.c., pp. 154 e 155.

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